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23 Fev As cidades e o branding

place-branding

 

 

O anúncio da nova identidade visual de Amsterdam, essa semana, causou bastante controvérsia nas redes sociais. Pessoas viram a representação gráfica do sexo ( XXX) e relacionaram diretamente com “red light district”, um dos, digamos, diferenciais da cidade.


Houve quem achou simplesmente uma questão egocêntrica de designers querendo impor sua vontade, independente do cenário ou necessidade do “cliente”.


O que mais nos chamou atenção aqui na CEB+D foi a quantidade de gente que chamou a nova identidade visual de “City Branding”.


Quem acompanha nosso trabalho, ou mais precisamente nossos posts, sabe o quanto já falamos sobre a diferença de branding e design e como essas disciplinas se confundem na cabeça de todo mundo, e estranhamente, na cabeça dos próprios profissionais do segmento.


Agora a coisa ficou ainda mais séria, com a entrada dos novos termos “city branding” e “place branding” que embora possam parecer a mesma coisa, de fato não são.


Antes de explicar mais detalhadamente esses termos, é importante lembrar que lugares também podem ( ou devem) ser marcas. 


Desde sempre criamos associações para conferir importância a um lugar: a cidade do doce em compota, o pólo gastronômico de tal lugar, ou a ebulição cultural de outro lugar, a rua dos teatros, o praça dos cafés e por aí vai… Nesse aspecto os americanos são notoriamente craques nesse assunto, inventam de tudo pra tirar um pequeno lugar do esquecimento e inserí-lo no radar de todo o tipo de curiosos.


O mesmo princípio que se aplica para marcas “de consumo” se aplica para os lugares: associações fracas criam marcas frágeis, associações fortes criam marcas mais duradouras, além do fato de uma cidade também poder ser um produto, o que acaba sendo muito mais comum.


Aqui na CEB+D estamos bastante inseridos na discussão de “placemaking” e “place branding”, através da construção de marcas não só de “placemakers” mas também de lugares.


Nessa nova série de posts falaremos mais do tema branding de lugares e veremos como transformar lugares em marcas e ainda reposicionar lugares.

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