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25 Jun BP 175: Não esqueça o logo perfeito!!!!

 

No fim da última semana, meu amigo Leandro Torelli publicou em meu perfil no Facebook uma provocação. Acabara de sair uma matéria na Computer Arts Brasil com uma opinião de um designer com o título “ Esqueça o logo perfeito” embaixo ele dizia: “ E aí Caião?” já com a certeza que eu iria esperniar…como fiz…rs. Acho que essa discussão merece uma reflexão maior, então vamos lá…

Uma identidade visual “correta” deve traduzir graficamente a essência da marca que representa, e ainda ter características distintivas capazes de diferenciá-la do mar de comodities pelo qual navegamos diariamente. Isso é o que sempre digo, desde sempre. Minha recente incursão pelo neuromaketing e pelo funcionamento do cérebro em si ( sim estou absolutamente viciado pela ideia de descobrir como nosso cérebro , alpha e Beta, hemisfério direito e esquerdo, consciente e incosciente se comportam e reagem diante das marcas e seus estímulos) me deu algumas novas informações a respeito da identidade visual e sua relação intríseca com o que chamo de “ecossistema” da marca.

Uma identidade visual não perderá, na minha opinião é claro, nunca sua importância. A diferença que ela já não é, e já a algum tempo, a ÚNICA forma de representação de uma marca. Muito mais do que uma identidade visual ( e aqui chamo de identidade visual todo o “sistema” de identidade visual e não só o logotipo) uma marca deve ser representada por todo um ecossistema que, preferencialmente, deve envolver o maior número de sentidos possível. Na verdade essa é a essência do branding, criar um alinhamento entre as diferentes formas de contato entre marcas e audiências afim de transmitir uma mensagem potencialmente distintiva e, por que não, carismática. O Neuromarketing já mostrou através de pesquisas que, graças a publicidade, muitas vezes o consumidor se “blinda” ( seu cérebro em pesquisas feitas com os caras dentro de aparelhos de ressonância magnética funcional) quando vê um logotipo de um anunciante, de cigarros por exemplo, e baixavam a guarda quando viam uma mensagem que remetia ao desejo de fumar sem ter exibida de forma explícita o logotipo do anunciante. Mas vejam, estamos falando de anúncios, de um segmento com sérias restrições legais mundiais. Em contrapartida, muitos dos consumidores do nosso planeta ( conclusão óbvia baseada na performance econômica da marca) se “atiçam” ao ver a tal maça mordida da Apple em seu novo lançamento, também bem representado pela quantidade absurda de maçãs adesivadas em carros, motos, cadernos escolares…( por que não vemos a da Microsoft com a mesma frequência?)

Esse é um bom exemplo da “força” de uma identidade visual. Quando digo força, me refiro a capacidade iconográfica de um elemento visual que irá representar TUDO o que a marca significa.Será que o logotipo da Apple é um logotipo qualquer, ou melhor, um símbolo qualquer? Talvez sim, quem sabe a circunstância de sua criação, mas se olharmos o passado do Sr. Jobs veremos que poucas coisas foram feitas “ao acaso” em sua marca. Desvalorizar a identidade visual é tão estúpido quanto desvalorizar qualquer outra forma de contato entre marca e audiência por achá-la inferior, e no mundo globalizado prevalece quem gera, alinha e gerencia com mais capacidade o maior número de “ativos de marca” possíveis.


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