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11 Jun Flat Design. Mais uma ‘modinha’, tendência, ou um conceito válido para sua marca? por Matheus Pinto

Flat Design

Quando pensamos em marca, pensamos logo em associá-la a um ícone gráfico para que todos possam lembrar visualmente dela, e o design propõe inúmeras tendências para que isso seja possível. A última forte tendência foi o ‘Flat Design’, mas será que ele é realmente válido para qualquer marca? Ele é realmente válido para sua marca?

Antes de falarmos do tal Flat Design, vale lembrar que o próprio conceito de tendência pode apresentar algumas sérias armadilhas. Tendências são ideias, manifestações, essencialmente passageiras, transitórias e muitas vezes datadas. Se pensarmos que uma identidade visual, uma representação gráfica de um conceito deve ser pensada para durar (tudo bem, cada vez menos…) talvez, a última coisa com que devemos estar preocupados é com a tendência vigente, mas vamos ao assunto do post!

 

 

O que é o tal FLAT DESIGN?

Sintetizando o conceito, Flat Design é a eliminação dos elementos visuais tidos como desnecessários para a funcionalidade da peça. Explicando melhor, os defensores do F.D. argumentam que as GUIs (interfaces gráficas de usuários) têm que ser mais limpas e inteiramente funcionais, ou seja, deixar de lado as bordas, sombras, reflexos e os gradientes. Claro que isso é mais velho que andar pra frente, se pensarmos no modernismo, na turma de ULM, tudo era Flat Design. Porém com o advento maravilhoso dos softwares de design, surgiu toda uma geração de pirotecnias e os mais diversos tipos de excessos, e depois o ciclo voltou ao início com o povo de UX querendo matar todo mundo que usasse qualquer tipo de efeito.

Se aplicarmos esse conceito ao ambiente virtual, e também dos smartphones, a visualização da ideia se torna mais simples. Por exemplo, o Google Now, que usa um sistema parecido com cartões para mostrar as informações ao usuário, utiliza a tendência Flat Design. Os cartões destacam as informações em tamanho padronizado, o que facilita ao usuário saber o que está lendo. Outro exemplo é o Windows 8, que também destaca as informações em pequenos quadrados e com cores diferenciadas.

 

 

 

Google Now – Modelo de Interface

Windows 8 – Modelo de Interface

 

Mas e aí, faz sentido pra sua marca?

Agora que já ficou mais fácil compreender essa tendência, até pra entender que não é exatamente uma tendência, é válido questionar se ela pode ser aplicada à sua marca, sem deixar perdido seu posicionamento estratégico. É inegável afirmar que o Flat se estenderá por mais um período de tempo nas nossas vidas, mas em breve surgirá uma tendência pós-modernosa que revogará os conceitos estabelecidos pelo Flat, ou não. Podemos citar uma lista de inúmeras empresas que adequaram sua identidade visual à essa tendência, desde o digital até os impressos de papelaria.

Mas, ao invés de citarmos as empresas que aderiram à tendência, e fazer uma análise sobre suas identidades alinhadas com seus posicionamentos, apresentaremos o estudo feito pelo designer brasileiro, Leandro Urban, que ficou conhecido mundialmente após ter aplicado tal conceito nos emblemas das 31 seleções que jogarão no campeonato mundial de futebol de 2014.

 

Em seu projeto minimalista, Urban apresentou o estudo sobre o emblema das federações esportivas, se fossem desenvolvidos em Flat Design. Confira o resultado.

 

 

Leandro Urban – Emblemas das seleções

 

 

Observando atentamente o estudo desenvolvido por Urban, temos um panorama sobre o comportamento da tendência Flat Design em antigos símbolos. A ausência de informações na identidade visual pode ser algo prejudicial para a marca já consolidada, ainda mais se essa mudança for drástica. E isso não se aplica somente à essa tendência em específico, mas à qualquer mudança visual.

 

Todas as peças criadas possuem os nomes das seleções, pois em algumas é quase impossível saber de qual país trata, ainda mais se o observador não for nenhum fã fanático de futebol.

 

Um conceito que pode servir para essa discussão é o que o dinamarquês Martin Lindstrom chamou de “marcas quebráveis”. Uma marca é “quebrável” quando, mesmo desconstruída, ainda é reconhecível. Imagine uma garrafa de Coca-Cola espatifada no chão, provavelmente, mesmo através de um pequeno fragmento da garrafa, você reconheceria a marca e dificilmente a confundiria com a Guaraná Antártica, por exemplo. Ou seja, em uma identidade visual realmente forte, é possível cometer alguns exageros de minimalismo, noutras nem tanto…

 

É realmente válido aderir essa tendência à sua marca? Faz sentido sair correndo atrás de um designer para “limpar” seu logotipo? A resposta não é tão simples, ela passa pela pergunta de sempre: O que a sua marca representa? Qual a essência dela? Talvez seja realmente a hora de mudar sua identidade. Só não faça isso por influência dessa ou de qualquer tendência, afinal elas passam…

#Curiosidade

O conceito Flat Design voltou a discussão em meados de junho de 2013, devido às especulações sobre o lançamento do sistema iOS 7, que deixou de lado as sombras e as dimensões 3D dos itens do aparelho.

Referências

BETSKY, Aaron, e EEUWENS, Adam. False Flat, why dutch design is so good. Holanda. Editora: Phaidon, 2004.

ALUGUEL, Designer de. Flat Design Brasileiro < http://www.designerdealuguel.com.br/flat-design-brasileiro>. Acesso em 09 de junho de 2014.

DEVIANTART. Google Now <http://vinod221091.deviantart.com/art/Google-now-410080356>. Acesso em 09 de junho de 2014.

LINDSTROM, Martin. A Lógica do Consumo

TECHMUNDO. Windows 8 <http://www.techtudo.com.br/tudo-sobre/s/windows-8.html>. Acesso em 09 de junho de 2014.

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