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17 Jan Marcas, drogas e futebol.

Muitas vezes me surpreendo com a abrangência da atuação do branding, da mesma forma, mas não na mesma medida em que me surpreendo com o total desconhecimento sobre o assunto. Cada vez mais, muita gente fala que faz e não faz, faz mas chama de outra coisa, ou simplesmente acha que é design.
Recentemente li no jornal uma reportagem sobre drogas apreendidas na favela do Jacarezinho no RJ. Nenhuma novidade se não fosse o fato dos “papelotes” ( de crack, ou craque?) tinham estampadas a imagem do jogador de futebol, ídolo do Flamengo, Ronaldinho Gaúcho!!
Particularmente tenho várias restrições ao uso de “garotos-propaganda”, ou alguém achou por um segundo que falaria da questão das drogas no país?
Acho uma combinação poderosa e perigosa na mesma intensidade. Importa-se a “imagem” da personalidade, e ,como a imagem nem sempre representa a personalidade com coerência, muita coisa pode dar errado.
No Brasil temos um caso clássico envolvendo um marca de lingerie e uma bela celebridade. Depois de divulgadas algumas imagens da tal celebridade em uma certa praia da Europa a marca resolveu cancelar o contrato. Mais engraçado é o fato dessa mesma marca ter feito, poucos anos depois, um comercial onde aparece, quem seria talvez, a maior celebridade do Brasil atualmente, em trajes “íntimos” ensinando como dar más notícias ao marido/namorado. Ué…agora cabe um certo despudor? Hordas de feministas se sentiram ofendidas, quando, ao meu ver, os mais afetados somos nós, homens-babuínos, que não podemos ver uma fêmea semi-nua, para, automaticamente, estancar qualquer pensamento racional… bom, mas a conversa era sobre drogas e marcas…
Esse episódio me lembrou uma das minhas passagens preferidas do filme “O Gângster” de Ridley Scott. Em certa altura, o gângster em questão, representado por Denzel Washington, vai tirar satisfação com outro traficante por usar sua “marca” indevidamente. Explico, o personagem de Denzel Washington ( Frank Lucas) “batizou” sua droga com o nome de “Blue Magic” e a vendia por um preço acessível e com alto grau de pureza. O traficante menor comprava essa droga, misturava e vendia na mesma embalagem Blue Magic, o que, obviamente, enfraquecia a “marca original” e consistia, segundo Lucas, em uma infração. O gângster estava certo!
A cocaína nesse caso deixara de ser genérica e passava a ser “de marca” diferenciando-o da concorrência e criando um vínculo com o seu mercado consumidor ( alem do próprio vício obviamente)
O mais impressionante nessa história toda é que diferente de muito diretor de marketing do nosso Brasil, os gângsters sabem a importância da marca…

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