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17 Jul PLACE BRANDING NÃO É IDENTIDADE VISUAL

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Se branding não é identidade visual, place branding também não é!

Há tempos usamos esse espaço para discutir e promover o pensamento alinhado para a marca, originalmente chamado de branding. Ao decorrer dos anos o termo foi ganhando contornos glamurosos e da mesma forma que aconteceu com alguns de seus primos, como design e design thinking, foi absorvido por diversos segmentos e profissionais, com boas intenções ou não. Ao que parece não basta mais fazer uma boa identidade visual e chamá-la de… identidade visual, agora toda a identidade visual tem que ser… branding.

Você que nos lê, sabe bem que branding é um ecossistema muito maior que a identidade visual e também sabe que branding é, na definição que usamos aqui, A gestão da dinâmica de relacionamento entre marcas e pessoas. Nesse ponto de vista, identidade visual e portanto o design é um dos pontos que compõe esse rico e complexo ecossistema.

Em textos anteriores como esse falamos bastante sobre essa nova abordagem do branding chamada de Place Branding. Sob o ponto de vista do Place Branding, os lugares são vistos como marcas e portanto tratados como tal. Da mesma forma que não basta só um “desenho bonito” para reposicionar uma marca, só uma identidade visual também não é capaz de fortalecer as características de um lugar.

Alguns lugares possuem “landmarks” capazes de inserí-los no mapa por si só, como torres Eiffels e Muralhas da China da vida. Mas isso não acontece com todos os lugares, não é verdade? E daí? o que fazer?

Acreditamos que assim como as marcas de consumo, os lugares também tem suas características distintivas, basta bom senso e esforço para localizá-las. Essas características podem ser estéticas, culturais, sociais, econômicas ou um conjunto delas. O place branding trata da potencialização dessas características, trabalhando estratégias e ações que envolverão seus moradores e governantes e servirão de “suporte” para uma mudança gráfica, como um novo logotipo da cidade, por exemplo.

Assim como no branding tradicional, acreditamos que o place branding também deva ser fruto de processos colaborativos e participativos e não só resultado de uma votação entre propostas. Esse é um processo custoso e demorado, mas uma das formas de promover o envolvimento do maior número possível de pessoas de diferentes esferas como: poder público, empresários e população. Ninguém sabe mais sobre um lugar do que as pessoas que vivem nele ou “Community is the expert” como disse Fred Kent do PPS.

No fim do dia o Place Branding quer criar uma idéia comum ( e não única) que envolva, represente e fortaleça as características de um lugar com o objetivo de torná-lo único e com isso garantir seu “sucesso” e sua perpetuação.

NULLUS LOCUS SINE GENIO

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