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12 Mar Place Branding- O que mais importa em um lugar?

 

place-branding

Na sociedade do hiperconsumo nos tornamos compradores mimados e insaciáveis.

Queremos tudo do nosso jeito, na hora que quisermos.

Saímos do cenário da inclusão para o cenário da diferenciação e da diferenciação para a personalização.

Não consumimos mais para pertencer a uma ou outra classe social, consumimos de forma hedonista e auto-indulgente ( Lipovestsky, 2006). Só o que nos importa é o nosso próprio prazer, para nos sentirmos mais belos, mais jovens, mais felizes, lotamos academias de ginástica, compramos todos os produtos cosméticos disponíveis, fazemos crediário na clínicas de cirurgia plástica, compramos a última moda.

As marcas, ligadas nos hábitos do usuário, entenderam que mais do que os produtos e serviços o que importa é a experiência vivenciada, a relação entre marca e audiência. As palavras de Phill Knight nunca foram tão atuais “Marcas, não produtos”.

Esse pensamento,embora ainda bastante desconhecido no país ( quem vive o dia-a-dia do branding sabe o quanto somos confundidos com publicidade, marketing, design, direção de arte…) começa a ser percebido e difundido por algumas marcas com gestão mais esperta.

As nossas cidades não escapam a esse “buraco negro” que parece ser o branding ( que recentemente criou um impasse com o jornalismo com a invenção do termo “branded content”).Dentro da hierarquia dos lugares o “place branding” termo cunhado por Simon Anholt, tem diferentes níveis de atuação: o país, a região,a cidade e o lugar. Dentre essas abordagens ouviremos os diferentes termos: Nation Branding, City branding e Place Branding.

O branding de lugares, pra usarmos um termo mais amplo, passa pelas mesmas discussões do branding tradicional: identidade, atributos, valores…o que une um grupo de pessoas em torno de um lugar. Muito comum é a relação entre branding de lugares e turismo. Esse é um upside óbvio para um lugar, características turísticas são distintivas por definição. Mas e quando os lugares não tem vocações turísticas? vala comum neles?
Da mesma forma que acredito que toda empresa tem suas características próprias e únicas (e aí é uma questão de cavar, algumas estão na superfície, outras no pré-sal) os lugares também tem suas particularidades. Um tipo de comércio, uma comunidade imigrante, uma cultura forte, um “clima” característico.

Muito mais importante do que a relação com o exterior (turismo) é, no meu ponto de vista, a relação com o interior: o que pode reunir pessoas em torno de um lugar? o que é necessário para construir o que Montgomery chamou de “sense of place”, ou o senso de lugar, que é algo mais complexo do que o senso de pertencimento presente em algumas marcas. Estamos (aqui na agência) no começo dessa jornada, felizmente muito bem acompanhados, e iremos compartilhar nesse mesmo lugar nossas descobertas e nossas inquietações. 

Desejamos a todos uma boa viagem!

Se quiser saber mais sobre marca lugares, acesso o site da PLUS, a primeira agência de place branding do Brasil.

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