" />
  
x
tony
17 Mar Quem empresta reputação pra quem?

Qual reputação da sua marca?

Essa é a pergunta mais temida ou mais amada entre as marcas. E claro, quanto melhor a sua reputação mais valor a marca ganha, correto? Mas, do ponto de vista do branding a pergunta correta é: será que a sua marca honra a reputação que tem?

Aí meus amigos, a coisa muda de figura, não adianta só falar que é, é preciso ser.Mas infelizmente, ainda existe um longo caminho nesse sentido, mesmo com o aumento das audiências exigentes e militantes muitas marcas ainda estão lá na década de 70/80 quando apenas parecer bastava.

E os exemplos estão aí bem debaixo dos nossos narizes, na nossa rotina, nas nossas escolhas e até nas nossas geladeiras. Sim, o escândalo da operação “Carne Fraca”, que na verdade deveria se chamar carne podre, trouxe à tona uma realidade que na verdade nós já sabíamos,  mas preferíamos deixar a impensável realidade ganhar status de lenda urbana ou boato da web. Mas agora está aí escancarado, bem na nossa fuça e de nada vai adiantar ter ânsia de vômito…

O fato é que os maiores frigoríficos do país adulteravam a carne, usavam produtos cancerígenos para mascarar a deterioração do produto e nós brasileiros, consumidores, carnívoros e estúpidos comemos tudo isso, engolimos com farinha, arroz e feijão a podridão e a reputação dessas marcas.

Não era a Friboi que tinha como slogan “Se é Friboi a gente confia”, ou coisa parecida? Sim, a imagem projetada da empresa era cuidadosa e tinha como garoto propaganda Tony Ramos, um ator de super credibilidade e reputação. A jogada do marketing, nesse caso, era essa transferir a reputação do renomado ator para a marca. Esse é um recurso usado por muitas marcas, mas como sempre falamos por aqui, essa é uma aposta um tanto quanto arriscada para os dois lados. No caso das marcas, elas ancoram toda a sua imagem em uma celebridade, mas e se a celebridade pisar na bola? Como foi o caso de kate Moss e Lance Armstrong e vários outros famosos, nesse caso as marcas acabam com a sua imagem arranhada como efeito colateral. Mas o contrário também pode acontecer, como aconteceu na Friboi. O Tony Ramos emprestou a sua reputação confiável à marca, mas e agora como fica a sua credibilidade? O ator sentiu a necessidade de se posicionar sobre o assunto e disse que sempre achou que as carnes vendidas eram rastreadas, de boa procedência. Disse também que vai entrar em contato com a empresa porque tem carnes da Friboi no seu freezer, assim como ele sempre falava nos comerciais. Pois é, mas quem é que não tem uma dessas marcas, citadas no escândalo (perdigão, sadia, Friboi), na geladeira? A Fátima Bernardes não se posicionou, mas convenhamos que não é nada agradável para uma jornalista aparecer falando pode confiar, sendo que o produto tem papelão na composição.

Claro que nada como o tempo para jogar a poeira de escândalos como este para debaixo do tapete, mas por enquanto, a reputação das marcas foi temporariamente pro ralo e a credibilidade do ator confiável e da jornalista séria foi colocada à prova, (ah não citei o Roberto Carlos porque nunca ninguém acreditou que ele tinha voltado a comer  carne né não?), mas e a podridão que engolimos? Ah, essa foi parar no vaso sanitário…

Sem comentários

Deixe seu comentário

Volte para a Home ou saiba mais sobre o serviços de  personalidade da marca e experiência de marca da agência.